Depois da internet, as rádios vão acabar? Ou vão recomeçar? Apostando na primeira alternativa, mas, sem querer, partindo para a segunda, Martin Stiksel criou a Last.fm. Em entrevista, depois de estar entre os melhores da Web 2.0, ele confirma: quer a sua iniciativa que seja, desde o título, a última FM. É uma FM sem programadores, a sua. Ou onde todos os ouvintes, indiretamente, são programadores também. Como assim? Você se cadastra, baixa um programinha e tudo o que tem a fazer é: indicar um artista, ou grupo, ou compositor, ou intérprete, de sua preferência. A aplicação da Last.fm vai imediatamente consultar sua ampla base de ouvintes na internet e te devolver uma lista de artistas, grupos, compositores ou intérpretes que tem a ver com você. “Listen”, você aperta e já começa a experiência. Você escuta faixas aleatórias, de CDs aleatórios, e, quando não gosta, pula – ou “bane” (elimina) aquela faixa da sua FM. Quando gosta, ou se gosta muito, marca com um “coração” – e a Last.fm acumula as preferências na sua página. No seu endereço – dentro do site http://www.last.fm/ – fica guardado o que você ultimamente escutou, o que você gostou – e as outras pessoas podem pesquisar ou mesmo ouvir. E, claro, você pode comprar CDs, pesquisar artistas, álbuns… – como em qualquer outro site convencional de música. No Last.fm não tem programador, a não ser você, e não tem interrupção – ou propaganda. Nunca. O único problema é que o catálogo de música brasileira ainda é muito pequeno (porque eles ainda estão digitalizando o acervo). O Last.fm associa, por exemplo, Elis Regina a Tom Jobim, ou Caetano Veloso a Milton Nascimento, mas, por enquanto, não toca nenhum deles. É outra alternativa à febre dos podcasts.

 

2 Responses to “A revolução social da música”

  1. Eduardo Says:

    Na~, na~… Radio e’ algo que, na sua essencia, nunca ira’ desaparecer. Mas acredito que a tradicional radio, com o locutor, programador, estudio, transmissor, antena, podera’ ser aos poucos moldado. Pelo menos as grandes, que estarao sempre buscando alguma inovacao. Tambem, e’ felizmente, aquelas ‘radios de interior’ continuarao fazendo o seu papel como um dos mais importantes veiculos que ja’ existiram.
    Julinho! Sumiu, rapaz?

  2. Vladimir Fontoura Says:

    Last Dance? Esse é o título de uma das grandes músicas da grande DIVA Donna Summer,mas fico aqui me perguntando: “Seria essa a última dança do rádio?” Uma espécie de iPod? ou referência para o que tá rolando de novo? Mas…cadê a energia do Comunicador? Digo,do GRANDE COMUNICADOR? Aquele que fazia um convite para maravilhosas e saudáveis viagens…E a gente viajava legal!A viagem consistia num mix de grandes músicas e…quando o cara entrava falando,o papo era dos melhores!!!Quem roubou o meu rádio? O tempo? A evolução? Eu envelheci,e tudo isso é ultrapassado? Bem…eu vou pensar nisso enquanto ouço meus antigos arquivos de áudio…Abraços!

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