The iPod Essentials (Parte 9)
June 28, 2007
Tardou, mas chegou! Aqui estamos nós de volta trazendo mais uma super edição do iPod Essentials para a felicidade geral da galera. Nesta edição, selecionei algumas músicas que há muito tempo não ouvia. Entre as escolhidas tem uma versão extended muito legal do “Jungle DJ” do Kikrokos que foi um grande sucesso das pistas em New York nos anos 70; um delicioso remix do ” Shhh” do genial Miles Davis; uma versão inédita do “Rise” do maestro Louis Benedetti e outras maravilhas que irão fazer você e o seu iPod sorrir de alegria.
Como você já deve saber, o iPod é um aparelhinho que necessita de muito carinho e atenção. Cuide bem dele viu!! Deixe ele sempre bem reabastecido e nunca esqueça do mais importante…um iPod cheio de músicas do Furreca…é um iPod feliz.
Enjoy the music!!
Kathy Brown – Get Another (Furreca’s Mix)
Tristan Prettyman – Love, Love, Love
Soul II Soul – Keep On Movin’ (Pathfinder Extended)
Shalamar – Right In The Socket (Julinho’s East Side Extended Mix)
Louis Benedetti – Rise (Downtown Manhattan Mix)
Rockers Revenge – Walking On Sunshine (Sun Lotion Mix)
N’Dea Davenport – Trust Me (Julinho’s Revival Mix)
Kikrokos – Jungke DJ (Super Extended Version)
Ronnie Gordon & DC Lee – No Time To Play (Guru’s Mix)
Darwin Hobbs – Everyday (Julinho’s Sunday Church Extended)
Cuba Gooding – Happiness Is Just Around The Bend (Blog’s Version)
Fleetwood Mac – Big Love (Arthur Baker’s Remix)
Miles Davis – Shhh (Starbuck’s Coffe Break Mix)
Paul Oakenfold – Planet Rock (Sword Fish Mix)
Snap vs. Motivo – Power of Bangha
The Sunburst Band – For All Eternity (Joey Negro’s Mix)
Taylor Dayne – Whatever (Julinho’s Club Mix)
A Teoria do Canalha
June 26, 2007
Como um grande fã do mestre Jabor o Furreca traz o texto dele publicado hoje no Caderno 2 do Estado e enviado pelo amigo Caio Druso…
“Eu não sou um canalha; eu sou o canalha. Tenho orgulho de minha cara-de-pau, de minha capacidade de sobrevivência, contra todas as intempéries. Enquanto houver 20 mil cargos de confiança no País, eu estarei vivo, enquanto houver autarquias dando empréstimos a fundo perdido, eu estarei firme e forte. Não adianta as CPI’s querendo me punir. Eu saio sempre bem. Enquanto houver este bendito código de processo penal, eu sempre renascerei como um rabo de lagartixa, como um retrovírus, fugindo dos antibióticos. Eu sei chorar diante de uma investigação, ostentando arrependimento, usando meus filhos, pais, pátria, tudo para me livrar. Eu declaro com voz serena: ‘Tudo isso é uma infâmia de meus inimigos políticos. Eu não me lembro se essa loura de coxas douradas foi minha secretária ou não. Eu explico o Brasil de hoje. Eu tenho 400 anos: avô ladrão, bisavô negreiro e tataravô degredado. Eu tenho raízes, tradição. E eu sou também pós-moderno, sou arte contemporânea: eu encarno a real-politik do crime, a frieza do Eu, a impávida lógica do egoísmo.
‘ No imaginário brasileiro, eu tenho algo de heróico. São heranças da colônia, quando era belo roubar a Coroa. Só eu sei do delicioso arrepio de me saber olhado nos restaurantes e bordéis. Homens e mulheres vêem-me com gula: ‘Olha, lá vai o canalha…!’ – sussurram fascinados por meu cinismo sorridente, os maîtres se arremessando nas churrascarias de Brasília e eu flutuando entre picanhas e chuletas, orgulhoso de minha superioridade sobre o ridículo bom-mocismo dos corretos. Eu defendo a tradição endêmica da escrotidão verde e amarela. Sem mim, ninguém governa, sem uma ponta de sordidez, não há progresso.
Eu criei o Sistema que, em troca, recria-me persistentemente: meus meneios, seus ademanes, meus galeios foram construindo um emaranhado de instituições que regem o processo do País. Eu sou necessário para mantê-las funcionando. O Brasil precisa de mim.
Eu tenho um cinismo tão sólido, um rosto tão límpido que me emociono no espelho; chego a convencer a mim mesmo de minha honestidade, ah! ah!… Como é bom negar as obviedades mais sólidas e ver a cara de impotência de inquisidores. E amo a adrenalina que me o acende o sangue quando a mala preta voa em minha direção, cheia de dólares, eu vibro quando vejo os olhos covardes dos juízes me dando ganho de causa, ostentando honestidade, fingindo não perceber minha piscadela maligna e cúmplice na hora da emissão da liminar… Adoro a sensação de me sentir superior aos otários que me compram, aos empreiteiros que me corrompem, eles humilhados em vez de mim.
Eu sou muito mais complexo que o bom sujeito. O bom é reto, com princípio e fim; eu sou um caleidoscópio, uma constelação. ’Sou mais educativo. O homem de bem é um mistério solene, oculto sob sua gravidade, com cenho franzido, testa pura. O honesto é triste, anda de cabeça baixa, tem úlcera. ’Eu sou uma aula pública. Eu faço mais sucesso com as mulheres. Elas se perdem diante de meu mistério, elas não conseguem prender-me em teias de aranha, eu viro um desafio perpétuo, coisa que elas amam em vez do bondoso chato previsível. A mulher só ama o inconquistável. Eu conheço o deleite de vê-las me olhando como um James Bond do mal, excitadas, pensando nos colares de pérolas ou nos envelopes de euros. Eu desorganizo seu universo mental, muitas vezes elas se vingam de mim depois, me denunciando – claro -, mas só eu sei dos gritos de prazer que lhes proporcionei com as delícias do mal que elas adivinhavam. Eu fascino também os executivos de bem, porque, por mais que eles se esforcem, competentes, dedicados, sempre se sentirão injustiçados por algum patrão ingrato ou por salários insuficientes. Eu, não; eu não espero recompensas, eu me premio. Eu tenho o infinito prazer do plano de ataque, o orgasmo na falcatrua, a adrenalina na apropriação indébita. Eu tenho o orgulho de suportar a culpa, anestesiá-la – suprema inveja dos neuróticos. Eu sempre arranjo uma razão que me explica para mim mesmo. Eu sempre estou certo ou sou vítima de algum mal antigo: uma vingança pela humilhação infantil, pela mãe lavadeira ou prostituta que trabalhou duro para comprar meu diploma falso de advogado.
Eu posso roubar verbas de cancerosos e chegar feliz em casa e ver meus filhos assistindo desenho na TV. Eu sou bom pai e penso muito no futuro de minha família, que, graças a Deus, está bem. Eu sou fiel a uma mulher só, que vai se consumindo em plásticas e murchando sob pilhas de botox, mas nunca a abandono, apesar das amantes nas lanchas, dos filhos bastardos.
Eu não sou um malandro – não confundir. O malandro é romântico, boa-praça; eu sou minimalista, seco, mais para poesia concreta do que para o samba-canção. Eu tenho turbocarros, gargalho em Miami e entendo muito de vinho. Sei tudo. Ultimamente, apareceram os canalhas revolucionários, que roubam ‘em nome do povo’. Mas eu não. Sou sério, não preciso de uma ideologia que me absolva e justifique. Não sou de esquerda nem de direita, nem porra nenhuma. Eu sou a pasta essencial de que tudo é feito, eu tenho a grandeza da vista curta, o encanto dos interesses mesquinhos, eu tenho a sabedoria dos roedores.
Eu confio na Justiça cega do País, no manto negro dos desembargadores que sempre me acolherão. Eu sou mais que a verdade; eu sou a realidade. Eu acho a democracia uma delícia. Eu fico protegido por um emaranhado de leis malandras forjadas pelos meus avós. E esses babacas desses jornalistas pensam que adianta essa festa de arromba de grampos e escândalos. Esses shows periódicos dão ao povo apenas a impressão de transparência, têm a vantagem de desviar a atenção para longe das reformas essenciais e mantêm as oligarquias intactas. Este País foi criado na vala entre o público e o privado. Florescem ricos cogumelos na lama das maracutaias. A bosta não produz flores magníficas? Pois é. O que vocês chamam de corrupção, eu chamo de progresso. Eu sou antes de tudo um forte!”
Arnaldo Jabor
Remixes Vol. 1
June 24, 2007
Fico feliz de trazer a primeira edição da série Remixes. Esta série apresenta versões diferentes e bem alternativas de sucessos já consagrados nas paradas, rádios e pistas. Já outras nunca foram publicadas.
São músicas muito especiais. Hoje de manhã estava caminhando na praia e ouvindo essa versão acapela/violão/teclado do “Love Comes Quickly” do Pet Shop Boys. Sem palavras.
De todas as coisas, a que me deixa mais feliz é de poder compartilhar com você todo esse material. Acho muito importante isso. Essa troca de informação e energia. Que possamos continuar sempre assim!..Dividindo alegrias, emoções e boa música.
Já reservei outras surpresas para a próxima edição (Remixes Vol.2) Continue na sintonia!!
Enjoy!!
Pet Shop Boys – Love Comes Quickly – (Julinho’s Vocal)
Everyting But The Girl – Corcovado (Knee Deep Remix)
Heather Headley – In My Mind (Freemasons Club Remix)
Eurythmics – Sweet Dreams (Bootleg Mix)
Phil Fearon & Galaxy – What Do I Do (Carnaval Mix)
Black Magic – Freedom (Make It Funky Julinho’s Logic Mix)
Depeche Mode – Strangelove (Blind Remix)
KC & The Sunshine Band – Get Down Tonight (Dance Remix)
Bebe Winans – Thank You (Celestial SSL Mix)
Deborah Cox – A House Is Not A Home (Moran Club Revival)
Gente Chata
June 20, 2007
Gente chata essa que quer ser séria, profunda, visceral. Putz, coisa pentelha! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado do Schopenhauer? Deixe a urgência para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores. No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota. Ria dos próprios defeitos, tire sarro de suas inabilidades.
Ignore o que o boçal do seu chefe proferiu. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele. E nada pessoal também. Pior o Michael Jackson! Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.
Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas, objetivos claramente traçados, mas não consegue rir quando tropeça? Que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana?
Quanto tempo faz que você não vai ao cinema, não joga videogame, maçã do amor no circo ou parque de diversões nem se fala. Também valem beijo no portão, amasso no carro, essas coisas. Sim, porque é bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E aí, o que elas farão se já não têm por que se desesperar? Em suma: desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas a realidade já é dura; piora se for densa. Dura e densa, ruim. Brincar é legal.
Entendeu? Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não se descontrolar, não demonstrar o que sente, não chorar nem comer danoninho, não andar descalço. É muito não. Dá pra ser feliz com tanto não? Pagar as contas, ser bem-sucedido, amar, ter filhos, saber beber, levar a gata pra jantar e depois pro motel, resolver os seus pepinos e os abacaxis dos outros, dar atenção ao tio doente e lembrar do seguro do carro que vence amanhã – tarefa brava. Piora, muito, com o peso de todos aqueles nãos.
Tenha fé em uma coisa: dá certo ser adulto e idiota. Aliás, tudo fica bem mais fácil se for regado a idiotice, bom humor e muitas gargalhadas. Manuel Bandeira foi um grande homem e um grande poeta. Disse certa vez: “E por que essa condenação da piada, como se a vida fosse só feita de momentos graves ou só nesses houvesse teor poético?”. Estava certo. E viva a abobrinha!!! Empine pipa!!! Adultos podem (e devem) contar piadas, ir ao fliperama, passear no parque, gostar dos Simpsons, beliscar a bunda da mulher, sair pelados pela cozinha e lamber a tampa do iogurte. Ser adulto não é perder os prazeres da vida – e esse é o único “não” realmente aceitável. Teste a teoria. Uma semaninha, pra começar. Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que são, passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou fingir um sorriso que acaba trazendo outros verdadeiros e de repente tudo está fluindo bem, a seu favor – então o sorriso se torna grande. A briga, a dívida, a dor, a mágoa, a dúvida, a raiva, tudinho vai passar, então pra que tanta gravidade? Já fez tudo o que podia para resolver o problema? Parou, chorou, respirou fundo, comeu chocolate e pediu arrêgo? Ótimo, hora da idiotice: entre na Internet, jogue pebolim, coma um churrasco grego, vá por um caminho diferente, cantarole no trnsito! Tá numa de empinar pipa no sábado? Vá. E suje a roupa na grama, por favor. Quer conversar com sua namorada imitando o Pato Donald, mas acha muito boçal? E é, mas e daí? Você realmente acha que ela vai gostar menos de você por isso? Ela não vai, tenha certeza. Só vai gostar mais, porque é delicioso estarmos com quem sorri e ri de si mesmo. E não se surpreenda se chegar em casa e a encontrar fantasiada de Margarida, só pra variar o clichê champagne-morangos-lingerie.
Eu fico chateado por não ser tão idiota quanto gostaria; tenho uma mania horrível de, sem querer, recair na seriedade. Então o mundo fica cinza e cada lágrima ganha o peso de uma bigorna. Nessas horas não preciso de cenhos franzidos de preocupação. Nessas horas tudo de que preciso é uma bela, grande e impagável idiotice. Aquelas besteiras que o colega ao lado sempre solta. Como sair pra jogar paintball – ou, melhor ainda, me olhar fixamente no espelho até notar como fico feio com os olhos vermelhos e o nariz escorrendo.
Como fico ridículo quando esqueço que tudo passa. E como meu sorriso é bonito! Bom mesmo é ter o problema na cabeça, o sorriso na boca e paz no coração!!!!. Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e, que tal batata frita com sorvete agora mesmo, no happy hour??? Tenha um dia perfeito, um final de semana maravilhoso, uma vida feliz e nunca deixe de ser criança!









