Morrer para Nascer

June 9, 2007

 

Num artigo muito interessante, Paulo Angelim, que é arquiteto, pós-graduado em marketing dizia mais ou menos o seguinte:

Nós estamos acostumados a ligar a palavra morte apenas à ausência de vida e isso é um erro. Existem outros tipos de morte e nós precisamos morrer todo dia. A morte nada mais é do que uma passagem, uma transformação.

Não existe planta sem a morte da semente, não existe embrião sem a morte do óvulo e do esperma, não existe borboleta sem a morte da lagarta, isso é óbvio! A morte nada mais é do que o ponto de partida para o início de algo novo. É a fronteira entre o passado e o futuro.

Se você quer ser um bom universitário, mate dentro de você o secundarista aéreo que acha que ainda tem muito tempo pela frente. Quer ser um bom profissional? Então mate dentro de você o universitário descomprometido que acha que a vida se resume a estudar só o suficiente para fazer as provas. Quer ter um bom relacionamento, então mate dentro de você o jovem inseguro ou ciumento ou o solteiro solto que pensa poder fazer planos sozinhos, sem ter que dividir espaços, projetos e tempo com mais ninguém.

Enfim, todo processo de evolução exige que matemos o nosso “eu” passado, inferior.

E, qual o risco de não agirmos assim? O risco está em tentarmos ser duas pessoas ao mesmo tempo, perdendo o nosso foco, comprometendo nossa produtividade e, por fim, prejudicando nosso sucesso.

Muitas pessoas não evoluem porque ficam se agarrando ao que eram, não se projetam para o que serão ou desejam ser. Elas querem a nova etapa, sem abrir mão da forma como pensavam ou como agiam. Acabam se transformando em projetos inacabados, híbridos, adultos “infantilizados”.

Podemos até agir, às vezes, como meninos, de tal forma que não matemos virtudes de criança que também são necessárias a nós, adultos, como: brincadeira, sorriso fácil, vitalidade, criatividade, etc. Mas, se quisermos ser adultos, devemos necessariamente matar pensamentos infantis, para passarmos a pensar como adultos.

Quer ser alguém (líder, profissional, pai ou mãe, cidadão ou cidadã, amigo ou amiga) melhor e mais evoluído? Então, o que você precisa matar em você ainda hoje para que nasça o ser que você tanto deseja ser?

Pense nisso e morra! Mas, não esqueça de nascer melhor ainda!

 

2 Responses to “Morrer para Nascer”

  1. Luiz Paulo Says:

    Julinho!!!

    Vc não vai acreditar. A Maria Cristina,
    minha alma gêmea, dona do meu coração,
    enfim a namorada é uma pessoa de mta sensibilidade
    e que tem se encontrado mto nas coisas
    da fé.. e hoje ela me chamou a atenção,
    para o que se pode chamar do EVANGELHO
    do dia! E fiquei pasmo de ver que aquilo
    que ela me mostrou era exatamente a essência
    do seu texto que tinha acabado de ler.
    Independente de religião, de credo… é tão
    lindo ver como existe no ar uma sintonia
    energética para o bem!!
    E… claro, o texto que Vc colocou hoje
    diz tudo. Particularmente acredito nisso,
    que há uma renovação da vida em cada amanhecer.
    Ou seja… a gente morre td dia, mas para renovar,
    renascer sempre mais fortes, temperados….
    E temos q perceber isso cada vz mais!
    Boa segunda e mta paz e música!!

  2. Robson Diniz Says:

    Olá Julinho,

    Vi numa site que você havia colocado alguns programas seus para baixar aqui.

    Vasculhei seu blog e não achei.

    Como posso ter acesso a este conteúdo?

    Obrigado

    Robson Diniz

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