Carpas, tubarões e golfinhos vivem nas mesmas águas.

As carpas, com medo da escassez e de serem agredidas, vivem isoladas, escondidas nos cantos. Não se organizam, não se comunicam, não se auxiliam. Muitas vezes, morrem pela escassez. Vivem amedrontadas e infelizes. Para elas, golfinhos e tubarões são a mesma coisa.

Os tubarões andam desordenadamente por todas as águas. Abocanham tudo o que vêem pela frente, às vezes até pedaços de navio ou mesmo, de um outro tubarão que foi ferido. Não são cooperativos, não se comunicam, não se organizam. Apesar de não se apavorarem, são covardes e facilmente atingidos. Morrem, muitas vezes, pelo excesso de “qualquer coisa” que ingerem desmesuradamente. Passam suas vidas agressivos, desequilibrados e insatisfeitos. Para eles, carpas e golfinhos são a mesma coisa.

Os golfinhos ocupam todas as águas com graça, alegria e vida. Comem somente quando têm fome e só os peixes pequenos. São organizados, cooperativos e se comunicam o tempo todo. São amáveis, sábios e inteligentes. Somente atacam para defesa própria. São necessários apenas cinco golfinhos para se defenderem de noventa tubarões. Ao se verem ameaçados, se organizam de uma forma que, um grupo distrai alguns tubarões, enquanto um dos golfinhos dá um bote certeiro no peito de um tubarão que, por ter respiração frágil morre. Ou então, mordem um tubarão que sangra e logo começa a ser devorado pelos outros tubarões. Com isso, os golfinhos podem escapar. Vivem uma vida longa, saudável e feliz. Para eles, carpas e tubarões são completamente diferentes.

Tomemos cuidado com aqueles que se assemelham a tubarões. Devemos evitá-los – mas, quando não pudermos, não devemos temê-los. e jamais imitá-los. Vamos ajudar as carpas, para que sejam integradas ao mundo. Vamos imitar os golfinhos, que são cooperativos, amigos, alegres, ativos, organizados, atentos, observadores, não gananciosos, comunicativos, criativos, vivendo uma vida tranqüila e feliz.

Viva os golfinhos!!

 

 

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whoof!!…whoof!!…O Furreca chega com mais uma super edição do The iPod Essentials.

Prepare-se!! Ela está cheia de novidades e traz também um convidado muito especial….o DJ Hope. Olha só que coisa mais linda!! As cadelinhas que se cuidem.

As músicas foram escolhidas pelo próprio. O “garoto” tem bom gosto e tenho certeza que esta edição irá estourar a boca do balão…ou seria, arrebentar o teto do canil?…whoof…whoof!!

É isso aí meus queridos amigos. Esta edição está boa pra cachorro.

Aproveito para agradecer o amigo Ismar Neuber pela criação e o envio da foto acima ...valeu Ismar.

Um ótmo fim de semana a todos…enjoy the music!!

 

First Choice – Armed & Dangerous (Julinho’s Super Extended Remix)

Funkstar Deluxe Vs. Barry White – Let The Music Play

Cerrone – Supernature (Furreca’s Extended Supermix)

Seal – Don’t Cry (Slow Lounge Version)

Stacey Burket – Love me Right (Stephen Grodin’s Stereo Mix)

Groove Junkies – Midnight (Furreca’s Full Moon By-The-Sea Mix)

Snow Patrol – Chasing Cars

Simply Red – Sunrise (Julinho’s Good Morning Mix)

Phyllis Nelson – I Like You

Miguel Migs – Mezmerized (Furreca’s Favorite Mix)

John Mellencamp – Ghost Towns (Route 66 New Anthem)

Luther Vandross – Can Heaven Wait (Deep & Dark Club Mix)

Inner Circle – Sweat (Dancehall Mix)

Incognito – Summer In The City (Slow & Jazzy Mix)

Richard Dorfmeister – Boogie No More

Doobie Brothers – Nobody (Julinho’s Favorite Top 100)

Creedence Clearwater Revival – Megamix


 

 

Caso vocês ainda não teham lido o Estadão, aqui vai o texto do amigo Jabor publicado na edição de hoje…

“A sordidez do que acontece no Brasil é tal, que até criticar o governo só serve para legitimá-lo. Este governo não merece nem uma crítica à ‘luz da razão’. Tem de ser analisado como um exame de patologia clínica. Estamos sendo infectados por uma doença histórica. Chama-se a ’síndrome da incompetência generalizada’. Ou então, ‘falência múltipla dos órgãos públicos.

Essa doença se espalha a partir do centro do Executivo, do topo da pirâmide de poder. Lula foi a bandeira de bolchevistas e intelectuais durante décadas. Era a esperança do velho populismo e dava um rosto operário concreto aos ideólogos. Controlado pelos comandados de Dirceu, acabou eleito pela habilidade realista de um publicitário. Com a intervenção salvadora de Jefferson, Lula criou sua própria doutrina, que hoje se derrama sobre todos os aparelhos do Estado e se infiltra, pelas alianças, nos outros poderes. As características dessa doença que infecta o País são oriundas de uma vasta cepa de germes históricos e ideológicos. Há uma cepa herdada (resistente a antibióticos) de um autoritarismo com ecos stalinistas, que se cruzou com o germe do sindicalismo oportunista, com o stafilococus do populismo pós-getulista, formando um novo tipo de micróbio que, com a baixa imunidade da democracia representativa, se espalha de forma profusa e letal. Essa doença grave fica muitas vezes dissimulada pela figura de Lula, com seu carisma de símbolo, assim como certas febres podem levar a alucinações enganadoras.

Lula não ama o povo. Ao contrário, quer ser amado por ele. A recente vaia que o ‘magoou’, feriu-o por ele se sentir uma espécie de pioneiro da ascensão social, que ele diz desejar para todos. Aliás, a crença de que o homem ‘de esquerda’ pensa no ‘bem’ real do povo é mais uma falácia herdada da tradição. Stalin amava o povo? O povo é visto pelos totalitários como uma ‘massa’ (nome usado por eles) a ser moldada como uma máquina humana se reproduzindo sempre, obediente a líderes. O ‘povo’ não é visto como seres para brilharem ou florescerem, mas para serem controlados. O recente ‘top top’ do velho Marco Aurélio é a metáfora simétrica da vaia: ‘Vão ter de nos engolir!’ – a opinião pública e a imprensa, o inimigo maior…

Outra característica dessa anomalia é sua espantosa incapacidade administrativa. A idéia de ‘competência’ é vista com desconfiança, inclusive teoricamente, como já foi relatado por intelectuais como Marilena Chauí, porque a competência técnica pode ‘encobrir um desvio neoliberal, de direita’. ‘Administrar’ é visto como ato menor, até meio reacionário, pois administrar é manter, preservar, coisa de capitalistas. A incompetência paralítica deste governo é uma mistura esquisita de restolhos de slogans socialistas com uma adesão custosa e desconfiada ao nosso subcapitalismo, a não ser nas regras ‘macro’ que FHC deixou, em que Lula, por instinto, não mexe.

Essa ambigüidade paralisa processos e projetos. Nosso Estado quebrado não pode fazer ‘desenvolvimentismo’ e a desconfiança congênita na iniciativa privada impede o crescimento. Só respeitam os bancos e os grotões eleitorais. Isso, misturado a uma vaga idéia de ‘futuro’ que habita a tosca cabeça dos sindicalistas oportunistas e velhos ‘bolchevos’, cria uma desvalorização do ‘aqui e agora’, como se o ‘presente’ fosse algo desprezível. Assim, tudo fica parado no ar, nada sai do papel. As promessas e os anúncios bastam; a realização é supérflua.

Sem falar na infecção do baixo aliancismo – o que faz a roubalheira ser vista quase como um mal necessário e inevitável (‘ôba!’), o que permite a predação da República com a consciência limpa.

Também a invasão de cargos técnicos por hordas de sindicalistas sem preparo, ignorantes, gera a infecção da burocracia labiríntica. A confusão mental e a obsessão paranóica da ‘conspiração’ cria mecanismos de defesa que impedem qualquer eficiência, em nome de uma vigilância contra os inimigos (nós). Assim, nada anda com o passo eficaz do capitalismo. Em dez meses de caos aéreo, com 354 mortos, só agora se tocaram para o óbvio de medidas anunciadas e que, talvez, nem sejam cumpridas. A isso, claro, some-se o caráter preguiçoso e deslumbrado do Lula, que se declina por todos os escalões do Estado, como uma degeneração de qualquer fé ou iniciativa. Se o comandante berra ‘dane-se!’, todos depõem suas armas. Além de não saber o que fazer, Lula não tem saco para nada. Sua atitude de se colocar acima da política cotidiana desqualifica a própria política, como sendo coisa menor, o que é uma sopa no mel para corruptos e vagabundos.

Por outro lado, como a economia mundial é favorável, temos a impressão de saúde e os danos ficam ocultos, e só ficarão claros com a próxima crise. Em vez de ser usada, a economia mundial está sendo abusada, como uma droga entorpecente. Pela ausência de projetos, resta aos donos atuais do poder manter comprado o apoio das ‘massas’, com bolsas-família, e aumentar gastos públicos em contratações e falsas iniciativas. Tudo que tinha de ser reformado não o será, pois ‘reforma’ repugna revolucionários.

É isso aí. Tudo que o governo anterior introduziu e que poderia nos fazer avançar foi paralisado. Estamos diante de um grave retrocesso histórico. A tragédia de Congonhas é uma metáfora sinistra de nosso momento: o avião estava muito veloz para frear e muito lento para arremeter. Como o Brasil. Não só nada avança, como o que antes funcionava está quebrando. Além disso, os germes cruzados com muitas cepas, fortalecidos por décadas de superstições populistas, são muito resistentes. Não há antibiótico conhecido contra esses micróbios. Nenhum, muito menos o PSDB, que morreu, contaminado por si mesmo”.

Arnaldo Jabor

 

Down To The Bone

July 19, 2007

 

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Quantas e quantas vezes viajei com o som deles. O DTTB é uma das minhas bandas prediletas. É um groove de primeiríssima qualidade.

Lembro da primeira vez que ouvi o DTTB. Estava dirigindo o meu Jeep na velha e boa Route 80 em New Jersey atrasado para uma reunião importante em New York. Era inverno e a neve caía forte. A neve era tanta que tive que parar o carro debaixo de uma ponte e esperar o mal tempo passar. Acabei ficando preso horas naquele lugar.

Enquanto esperava pela chegada dos caminhões de sal (eles jogam o sal na pista para derreter a neve) um especial do DTTB apareceu no rádio. Foi um amor a primeira vista…ou seria um amor na primeira escutada? Depois daquele dia virei um fã de carteirinha.

O som do DTTB é uma mistura muito gostosa de jazz, groove, funk e Soul. Um tipo de música para ser ouvida a qualquer hora. Uma delícia.

A banda foi criada em 96 na Inglaterra pelo produtor, compositor e arranjador Stuart Wade. Durante todos estes anos, o Down To The Bone contou com a colaboração e participação de muitos músicos. A banda nunca teve um line-up definido. Vários músicos famosos já tocaram com eles incluindo: Ramsey Lewis, Roy Ayres e Lonnie Liston.

Ontem, enquando organizava os meus discos, encontrei esta “pérola” maravilhosa. É uma coletânea dos seus maiores sucessos. Uma edição comemorativa de aniversário. Este ano eles completam 11 anos de vida.

Achei que esta seria uma ótima oportunidade para mostrar pra galera furrequiana um pouco do maravilhoso trabalho deles.

Happy listening!!!

 

Down To The Bone – Brooklyn Heights

Down To The Bone – Staten Island Groove

Down To The Bone – Long Way From Brooklyn

Down To The Bone – Carlito’s Way

Down To The Bone – Black Way