A Arte

June 29, 2008

 

A arte foi criada pelo ser humano para tornar a vida mais alegre e mais intensa, domar nossos instintos básicos e paixões violentas, para celebrar o prazer e nos ajudar a tomar consciência que a dor não é um sofrimento em vão, negar a dor é negar a própria vida.

As pessoas estão sempre fugindo da dor como o diabo foge da cruz, acreditam muitas vezes que o sofrimento é fruto de um castigo por erros que tenham cometido devido à visão religiosa do pecado criado pela cultura cristã, as pequenas faltas que cometemos e os excessos talvez sejam os verdadeiros carrascos executores dessas dores e martírios.

A dor quando interpretada por outra pessoa nos emociona , quando expressada em esculturas ou pinturas aguçam nossa sensibilidade, quando cantada nos atentam para nossas próprias feridas, a arte é um jogo onde se simula a vida e a morte, é o antídoto do veneno inoculado pelas presas das serpentes que se esgueiram às margens de nossos caminhos para picar nossos calcanhares-de-Aquiles desprotegidos.

O processo de envelhecimento nos fragiliza , a pele enruga , as costas envergam, as pernas fraquejam, os cabelos embranquecem e o fim de nossos dias nos apavora, a arte nos ensina que quanto mais próximos da morte estamos mais vivos deveríamos nos sentir.

A arte eterniza o que é efêmero e torna passageiro o que é eterno, na literatura mundos são criados e cosmos são destruídos, na arte algumas regras são quebradas e outras são construídas, o ser humano criou um conjunto de proibições para limitar seus impulsos animais e organizar a sociedade, o problema é que existe nisso uma tendência de padronizar as pessoas e torná-las tão previsíveis e automáticas quanto robôs , a arte serve como um instrumento de quebra dessa corrente que aprisiona alma humana numa prisão chamada mediocridade.

Os escritores vivem outras vidas que nunca vão ser como a sua e nem
precisavariam ser, os atores vestem outras personalidades como roupas de festa, os pintores descolorem a realidade para colorir a imaginação , os dançarinos desafiam a gravidade com seus saltos mais leves que o ar, arte é a construção de um horizonte particular e a perda de limites coletiva, pensar é o melhor prazer da raça humana e a arte é a via principal para se escapar da alienação.

As pessoas ao redor do mundo falam línguas muito diferentes umas das outras, a ao mesmo tempo em que nos permite criar um pensamento distinto unifica as nossas linguagens, a arte é capaz de decompor e reinventar sentidos, enfim, a parte da arte é que ela pode fazer qualquer coisa pelas pessoas, até transformar o absoluto em relativo e o nada em tudo.

 

 

George Carlin

1937 -2008

 

Peço desculpas por não ter traduzido o texto abaixo. Acho que certas coisas foram feitas para nunca serem tocadas ou modificadas. Um ótimo exemplo é este belo texto (enviado pela minha irmã Marjorie) escrito pelo famoso comediante George Carlin. É genial! Uma grande lição de vida.

Para aqueles que não entendem o inglês, espero que façam pelo menos um esforcinho pra entender um pouco. O George sempre foi o meu comediante favorito. Que Deus o tenha.

Aqui vai…

The paradox of our time in history is that we have taller buildings but shorter tempers, wider freeways, but narrower viewpoints.

We spend more, but have less, we buy more, but enjoy less. We have bigger houses and smaller families, more conveniences, but less time. We have more degrees but less sense, more knowledge, but less judgment, more experts, yet more problems, more medicine, but less wellness.

We drink too much, smoke too much, spend too recklessly, laugh too little, drive too fast, get too angry, stay up too late, get up too tired, read too little, watch TV too much.

We have multiplied our possessions, but reduced our values. We talk too much, love too seldom, and hate too often.

We’ve learned how to make a living, but not a life.

We’ve added years to life not life to years. We’ve been all the way to the moon and back, but have trouble crossing the street to meet a new neighbor.

We conquered outer space but not inner space. We’ve done larger things, but not better things.

We’ve cleaned up the air, but polluted the soul.

We’ve conquered the atom, but not our prejudice.

We write more, but learn less. We plan more, but accomplish less. We’ve learned to rush, but not to wait. We build more computers to hold more information, to produce more copies than ever, but we communicate less and less.

These are the times of fast foods and slow digestion, big men and smal character, steep profits and shallow relationships.

These are the days of two incomes but more divorce, fancier houses, but broken homes.

These are days of quick trips, disposable diapers, throwaway morality, one night stands, overweight bodies, and pills that do everything from cheer, to quiet, to kill.

It is a time when there is much in the showroom window and nothing in the stockroom. A time when technology can bring this letter to you, and a time when you can choose either to share this insight, or to just hit delete.

Remember, spend some time with your loved ones, because they are not going to be around forever.

Remember, say a kind word to someone who looks up to you in awe, because that little person soon will grow up and leave your side.

Remember, to give a warm hug to the one next to you, because that is the only treasure you can give with your heart and it doesn’t cost a cent.

Remember, to say, “I love you” to your partner and your loved ones, but most of all mean it. A kiss and an embrace will mend hurt when it comes from deep inside of you.

Remember to hold hands and cherish the moment for someday that person will not be there again.

Give time to love, give time to speak, and give time to share the precious thoughts in your mind.

And always remember…

Life is not measured by the number of breaths we take, but by the moments that take our breath away.

George Carlin

 

 

 

Eles venderam mais de 75 milhões de discos e influenciaram a música de três gerações. Quem ainda não ouviu pelo menos uma música deles? Foram sucessos que marcaram uma época muito importante da música e que fizeram a gente dançar sem parar.

Em seus 38 anos de carreira o Kool & Gang conquistou vários prêmios incluindo 35 discos de Ouro e Platina, 7 American Music Awards, 25 Top R&B Top Ten Hits, 9 Top Ten Pop Hits e 3 Grammy Awards entre outros.

O K&G continua firme e forte se apresentando em várias cidades e sempre atraindo um grande público. Ontem mesmo, assisti pela televisão um show sensacional gravado há pouco tempo em Dallas no Texas. Que viagem!! Tocaram todos os sucessos e algumas músicas do novo disco “Still Kool” que por sinal está muito bom. Um dos convidados do show foi o Jamiroquai que cantou uma versão maravilhosa do “Hollywood Swinging” que é uma das minhas músicas favoritas.

Poderia ficar escrevendo horas sobre eles mas tenho certeza que nessa altura do “campeonato” todos já devem conhecer um pouco da história e trajetória do grupo. Por isso, vamos direto ao que realmente interessa….reviver os sucessos e matar as saudades de uma época muito especial.

Aproveito para deixar aqui os meus parabéns ao K&G pelos seus 38 anos de carreira e agradecer por todos os sucessos que eles nos deram. Que tenham mais 38 anos pela frente!!

Para celebrar o aniversário deles e ajudar a apagar a velinha do bolo, aqui estão algumas versões (tem algumas bem raras) que achei na meu baú da alegria…enjoy the music my friend.

HAPPY BIRTHDAY KOOL & THE GANG!!

 

Kool & The Gang – Hollywood Swinging (feat. Jamiroquai)

Kool & The Gang – Love & Understanding (Super Extended Mix)

Kool & The Gang – Ladies Night (Deodato Studio Mix)

Kool & The Gang – Ladies Night (Extended Version Alternative Mix)

Kool & The Gang – Jungle Boogie (Club Remix)

Kool & The Gang – Tonight (Julinho’s Extended Mix)

Kool & The Gang – Hanging Out (Julinho’s Extended Mix)

Kool & The Gang – Fresh (Mark Barry Remix)

Kool & The Gang – Fresh (Extended Version Mix 1)

Kool & The Gang – Open Sesame (Long Night Mix)

 

Sobreviver vs. Viver

June 15, 2008

 

É triste ver tanta gente lutar para sobreviver. E não estou falando apenas daqueles que ganham salário mínimo, mas de pessoas de todos os níveis sociais que estão sempre assustadas perante a vida.

Aqueles que tem medo da vida são pessoas que não vivem, apenas sobrevivem. É como se estivessem numa crise asmática permanente: aquela eterna falta de ar e, de vez em quando, o alívio rápido e passageiro. Logo depois sentem de novo o sufoco insuportável.

Sobreviver, é trabalhar em algo sem sentido só para manter o salário; é fazer joguinhos de poder para manter o emprego; é sair com alguém que não se ama somente para aplacar a solidão; é ter relações sexuais só para manter o casamento; é não conseguir desgrudar os olhos da TV com medo de escutar a voz da consciência;é ter de tomar alguns drinques para conseguir voltar para casa.

A sociedade nos pressiona diariamente para nos transformar em máquinas. Todos os dias, pela manhã, uma multidão liga seu corpo como se fosse mais uma máquina e sai pela porta para uma repetição infinita de ações rotineiras sem nenhuma relação com sua vocação e seu talento. E muita gente chama a isso livre-arbítrio. Depois vão a massagens, saunas, fazem um monte de ginástica em busca de um pouco de energia extra para, no dia seguinte, voltar a fazer o mesmo trabalho que não tem nenhuma relação com sua alma.

Muitos estados de depressão são, na realidade, frutos de uma terrível sensação de inutilidade. Esse olhar vago do deprimido é muitas vezes o olhar de quem poderia ter aproveitado as oportunidades da vida, mas não soube valorizar o que era realmente importante. Se, por acaso, você se identificou com a descrição acima, está na hora de mudar.

O filósofo espanhol Julián Marías escreveu que a infelicidade humana está em não preferir o que preferimos. Quando uma pessoa não prefere o que prefere, acaba se traindo. As escolhas de nossa vida têm sempre de privilegiar a nossa essência. Nossa vocação não tem nada a ver com ações sem afeto.

O ser humano nasceu para realizar a sua vocação divina. No entanto, quantas vezes acabamos nos dedicando exclusivamente à sobrevivência! Sobreviver e viver são experiências completamente distintas.

Viver é ser dono do próprio destino. É saber escrever o roteiro da própria vida. É ser participante do jogo da existência, e não mero espectador. É viver as emoções, é ter os próprios pensamentos e viver os seus sonhos.

Sobreviver é administrar o tempo para que o dia acabe o mais rápido possível. É conseguir ter dinheiro até o próximo pagamento, respirar de alívio porque chegou o final do expediente, ir resignado de casa para o trabalho e do trabalho para casa, é adiar o máximo possível as mudanças para não ter de arriscar nada…

Chega de migalhas da vida! Chega de viver como um fugitivo, olhando para os lados, com medo de tudo e de todos!

O ser humano merece mais do que simplesmente completar seus dias. Merece a plenitude da vida,

Uma ótima semana a todos.