O Rei e o Tubarão
July 28, 2008
Esta foto foi tirada em 76 na cidade de Vancouver no Canadá durante o campeonato americano de futebol. Na época, o meu pai já era o técnico do New York Cosmos e eu aproveitei a “carona” para acampanhar de perto alguns jogos da temporada.
Na foto estão (da direita): Eu (cabeludo e barbudo), ao meu lado o ponta direita Manuel Maria e o Professor Mazzei (todo de branco), o Pelé (de costas) e o nosso querido segurança Pedro Garay… Ahhh!…e lógico, o tubarão!!… coitadinho, fisgado e se debatendo no chão do quarto. Foi uma briga boa. Durou quase 40 minutos para o Pelé tirar o bicho fora d’água. O mais difícil foi encontrar alguém que tirasse o anzol da boca dele.
Aconteceu que horas antes do jogo, o Rei resolveu comprar uma vara de pescar e tentar uma rápida pescaria do terraço do quarto. Quando a galera do time soube que o ele ia pescar, foi uma gozação geral. Ninguém acreditou que ele fosse conseguir pescar alguma coisa…ainda mais lá de cima do segundo andar do hotel. Era muito alto!!
O mais engraçado de tudo foi que tinha uma velhinha hospedada num quarto bem no andar de baixo. Quando ela viu aquele tubarão enorme praticamente “flutuando” no ar fora da janela, ela quase teve um ataque cardíaco. Na hora ninguém ouviu os seus gritos. Só ficamos sabendo sobre o susto dela quando o gerente do hotel bateu nervoso na porta do nosso quarto.
Mas a história teve um final feliz para todos. O tubarão foi devolvido ao mar e viveu para contar a história aos seus amigos, afinal ele ficou famoso, tinha sido fisgado por um Rei, a velhinha apesar do grande susto, logo se recuperou recebendo uma dose extra de oxigênio, o gerente do hotel ficou super feliz quando ganhou uma camiseta autografada e o Cosmos ganhou a partida. Foi um jogão. Um show de bola e uma grande goleada. O Rei marcou dois gols sendo que um foi de bicicleta. Viva ele…foi aplaudido de pé.
O placar final: Cosmos 4 X 0 Vancouver.
O Mais Sincero Beijo
July 24, 2008
A foto acima mostra uma cadela Dobermann lambendo um bombeiro exausto. Ele tinha acabado de salvá-la de um incêndio em sua casa, resgatando-a, e levando-a, para o gramado da frente; depois, tinha continuado a combater o incêndio.
Ela estava prenha. O bombeiro teve medo dela no início, pois nunca antes tinha resgatado um Dobermann.
Quando finalmente o fogo foi extinto, o bombeiro sentou na grama para recuperar o fôlego e descansar.
Um fotógrafo do jornal ‘The Observer’ notou a Dobermann olhando para o bombeiro.. Ele a viu andar na direção dele e se perguntou o que a cadela iria fazer. Enquanto o fotógrafo levantava a câmera, ela se aproximou do bombeiro que tinha salvado sua vida e as dos seus filhos e beijou-o.
Meus agradecimentos ao amigo Ismar Neuber pelo envio da matéria.
Ser Santista
July 22, 2008
Recebi este texto do amigo Eduardo Villas Boas e bateu a maior saudade da minha terrinha. O texto foi escrito pelo Mário Roberto Negreiros Veloso, que é juiz de Direito em Santos e escritor. Como eu sou um santista orgulhoso também, resolvi publicá-lo para matar um pouco das saudades e aproveitar para promover o lugar. Uma pequena homenagem para a minha tão querida cidade. Todo santista é muito orgulhoso da sua terra.
Apesar de ter nascido em Araraquara no interior de São Paulo, sempre me considerei um santista verdadeiro. Afinal, foi em Santos que passei toda a minha adolescência. Foram momentos inesquecíveis da minha vida e, que sempre lembrarei com muita saudade e carinho.
Foi em Santos que aprendi a surfar, que me tornei radialista e depois um DJ. Foi a cidade da minha primeira rádio. Um lugar cheio familiares e amigos queridos. Das minhas primeiras paixões. Muitas coisas boas rolaram na Baixada. Mas, essa é uma história bem longa que merece ser escrita em detalhes num próximo post.
As coisas mais importantes da minha vida aconteceram em Santos. Um lugar maravilhoso, cheio de energia, cultura, beleza e simpatia. Um lugar muito querido.
Bem, aqui vai o texto escrito pelo Mário. Achei muito legal.
Quanta coisa a gente já viveu…
Ser santista, mais que um indicativo do nascimento, é um estado de espírito . É poder entrar na padaria, pedir duas médias e ter tranqüilidade de que virão dois pães. Alí mesmo, naquela padaria ao lado da linha da máquina, que linha férrea é coisa de pernóstico. É pegar praia no Joinville e poder dizer naturalmente que mora no Canal 4, tamanha a identidade urbanística que temos com os canais.
Ser santista é não precisar marcar encontro com amigos porque é mais fácil vê-los numa numa caminhada na praia, principalmente no verão, quando o horário modificado permite aquele mar de gente aproveitando a natureza sem vergonha dos prédios tortos da orla.
Ser santista é poder descobrir um cinqüentão, perguntando a ele se chegou a pular do trampolim da Ponta da Praia, ou desmascarar uma quarentona, se ela disser que conheceu os jardins do Hotel Parque Balneário, antes do crime que fizeram com ele. É lamentar a demolição da casa e do jardim da Lydia Federici, e pelo menos saber que a Pinacoteca, ali pertinho, hoje está uma uma beleza, apesar do medo que tivemos quando virou um esquecido casarão abandonado.
Ser santista é ter saudade do Reciclagem, e das boas noites de jazz no Bar da Praia. Todo santista que se preze tem foto no Orquidário, no leão em frente ao antigo Clube XV e se procurar bem no baú vai encontrar uma foto desbotada e possivelmente ridícula num enorme cisne à beira-mar. Por falar em Clube XV, quem não teve a grata sensação de sair de sua piscina e ver dali mesmo a orla da praia?
Ah, a praia… é um capítulo à parte. Sentimos um prazer indescritível ao caminhar pelo jardim, sem saber se contemplamos a exuberância do verde (de preferência, com aquele cheiro gostoso da grama recém cortada), ou o azul do mar ao fundo. Ou, mais ao fundo, a Fortaleza da Barra Grande defendendo a entrada do estuário, tão ao gosto dos artistas anônimos que expõem seus quadros em frente ao Aquário.
Ser santista é comer um churro em frente aos clubes, e esperar a saída de navios. De tanto ver navios de passageiros, para os quais sempre acenamos, mesmo não conhecendo ninguém (o santista é muito simpático), sentimos um atavismo quase instintivo de um dia fazer um cruzeiro, por mais breve que seja. Dali, sentindo forte o cheiro do mar, vemos o sol se esconder atrás da Fortaleza de Itaipú, prateando todo o mar da baía, lembrando a época dos passeios com a ‘‘Loirinha”.
Santista que se preze tem um refúgio na montanha, para que, em Janeiro, se possa emprestar a cidade aos turistas. (não somos egoístas) e fugir do calor melado. Não por acaso temos, como uma de nossas filiais, Santos do Jordão.
E cuidado na estrada: santista não gosta quando mexem nas mãos da Anchieta/Imigrantes porque o critério é sempre penalizá-lo. Paciência, às vezes abusam dessa história da gente viver na terra da caridade e da fraternidade .
O santista legítimo jura de pé junto que existe, sim um jacaré na Lagoa da Saudade, e sente falta das quermesses tranqüilas do Morro da Nova Cintra. Pela escadaria de outro morro, o Monte Serrate, muitos já pagaram promessas. Ele sabe que D. Dorotéa não foi uma simples senhora que furou aquela onda, e lembra perfeitamente quem foi o Zé Macaco, além de ter na família pelo menos uma tia velha que acordou assustada naquela longínqua madrugada quando explodiu o gasômetro.
Santista mesmo, é óbvio, torce para a BURRINHA (é um dos traços do homem digno), e adora uma prosa descompromissada enquanto a bola rola em Ulrico Mursa.
O santista está radiante com a reinauguração do Coliseu, e gosta de tomar café na bolsa, porque sabe seu valor. Ali, respira-se a pompa e a riqueza que o café nos legou – um orgulho que não se transmudou em arrogância (lembrou de algum vizinho?), mas um orgulho sereno, profundo e respeitoso de quem se sente bem em poder continuar, de alguma forma, o trabalho dos nossos antepassados. Seguramente, não foi por nada disso que meu avô, lá pelas bandas de 1890, fez desse porto de escala seu destino final. Foi pela certeza cega e inexplicável – que temos até hoje – de que, como diz a canção.. .o melhor lugar do mundo é aqui.
Obrigado Mario!!
Charles Webster (Compilations)
July 18, 2008
Para comemorar a chegada do fim de semana, resolvi trazer o novo CD do Charles Webster que está maravilhoso e que acabou de ser lançado pela Defected Records. É uma coletânea de grooves e mixagens geniais. Tenho certeza que será uma gostosa trilha sonora para te acompanhar neste weekend.
O disco traz muitas novidades incluindo alguns remixes exclusivos de antigas produções e parcerias. Aproveite para fazer o download completo. Além de você não ter que pagar nada, é um lançamento que não pode faltar na sua coleção. Os arquivos foram todos compactados. Achei melhor assim em vez de publicá-los individualmante. Dessa maneira eles ficam mais rápidos para subir.
O “Defected Presents Charles Webster ” é um um disco triplo: Club Mixes, Lounge Mixes e Studio Mixes. Tem um total de 3 horas e meia de duração e traz um pouquinho de tudo. Tem Tom Waits, Brian Eno, Kate Bush, Robert Onwes, Presence, Happy Trax, e até um groove maluco (e muito legal por sinal) do “Planet Caravan” do Black Sabbath.
Mais uma vez, o nosso querido e sensacional Webster mostra toda a sua versatilidade, criatividade e bom gosto musical.
Caso você queira a listagem completa das músicas, terei o maior prazer em enviá-la, é só pedir.
Aproveito o post para lhe desejar um happy weekend cheio de alto astral e com o som do mestre Webster nas caixas. Tenho certeza que ele será um ótimo complemento para a ocasião.
Enjoy it and happy listening!!
Charles Webster – Lounge Mixes
Charles Webster – Studio Mixes











