Despertar da Alma
September 19, 2009
Existe um dia na vida dos seres em que se defrontam em uma tênue linha os seus sucessos e fracassos, situações que se avolumam em uma imensa balança de dois pratos (é o que convenientemente chamamos de vitórias e derrotas). Neste dia, por poucos segundos, a mente humana se liberta dos grilhões que a retém desde o contato mais vivo com o que titulamos de civilização. Tempo e espaço se fundem neste momento, aquele período que costumamos medir com o uso de relógios se perde em um profundo silêncio da alma, que se recolhe dentro de sua própria imensidão para calcular aquilo que desconhecemos desde o dia que despertamos para uma nova existência: a verdade universal.
Algumas pessoas ao se defrontarem com esse momento sentem um verdadeiro medo que não conseguem explicar. Difícil é conviver uma vida com máscaras que em um dado momento caem de nossas faces sem nosso consentimento direto, em períodos que estamos mais fragilizados por descobrir o vazio com que preenchemos nossos sentidos.
Corremos diariamente em busca de sonhos, muitas vezes corremos sem saber caminho ou direção, quem sabe apenas correndo em busca de um abrigo que desconhecemos ou fugindo de medos seculares introjetados n’alma, frutos de nossas obras ao longo de nossas existências. Corremos todos, atônitos, em uma velocidade cada vez maior. O que chamamos de modernidade nos impõe um ritmo alucinante que não nos permite sentir a essência dos seres, dos ambientes e das relações. Coisificamos os laços afetivos, minimizamos a importância das relações, esquecemos a simplicidade das trocas afetivas.
O homem corre. Permite-se voar sem sair do chão. Com a cabeça pesada e os sentidos destorcidos, busca seu céu nos pedaços carcomidos de matéria que encontra no caminho. Não há tempo para avaliar o que conquista, muito menos para pesar o que deve buscar. Tudo é vago e distante, até o momento que o tempo rompe consigo mesmo e delineia um novo despertar.
Para algumas pessoas, a questão de resposta mais difícil em suas vidas é “o que é a felicidade?”. Estamos muito apressados para obter a resposta dessa pergunta, o mundo está muito exigente de nós em relação ao tempo, que cada vez mais, corre de forma que não conseguimos acompanhar. Desejos, sonhos, ambições. Da realidade humana a palavra que mais se aproxima de felicidade parece ser a última. O ser humano ambiciona ser feliz, ambiciona conquistar “coisas” que atribui valor incomensurável sem medir realmente a importância.
Ambição, motivadora se utilizada na medida certa e direcionada para um foco sublime; arrebatadora se condicionada ao materialismo extremo. Alguns dizem que é condição humana, fruto de sentimentos de seres que coexistem com valores próprios de uma sociedade corrompida. Outros, que é fruto de uma busca exigida como padrão de vida de uma sociedade desorientada.
Esse breve segundo de confronto chegou em minha vida no momento em que comecei a traçar essas linhas, motivado pelo vazio que se despertou ao poder ver em mim mesmo a figura de minha verdade, obscurecida diariamente pela fantasia que me imponho desde o dia em que comecei a sonhar com uma vida que imaginei melhor.
Pergunto-me que vida é esta em que deixamos para trás as coisas que realmente valem para buscar a frieza das relações sem sentido. Quem somos nós ao longo dos tempos e dos trajetos que trilhamos. Quantas vezes já nos perguntamos sobre isso ou fingimos não ouvir essa pergunta da voz mais sublime de nossos seres: a voz dos sentimentos, a que atribuímos ao coração.
Há quanto tempo dormimos um sono profundo sem despertar? Por que motivos estão todos acreditando estar acordados para uma nova era? Há quanto tempo destruímos o mundo com a desculpa de construir um novo amanhã que nunca chegará? Fomos embriagados ao longo dos séculos por gerações de nós mesmos que nos sucederam e deixaram como herança o amargo fel da ganância, inveja e ambição que atordoa nossos sentidos.
Crescemos ao longo da vida e das vidas, aprendendo que existem perguntas que não devem ser feitas, que há perguntas para as quais não existem respostas e ensinamos aos filhos e netos que para certos males o remédio é deixar o tempo correr. Esquecemos ao longo dessa brincadeira de ensinar e aprender sobre a sublime lição acerca da verdadeira felicidade.
Mas existe esse dia. Um dia como outro qualquer, dia em que a luz brilha de forma tão intensa aos nossos olhos que é impossível fingir que não a vemos. Diariamente permanecemos surdos, cegos e insensíveis ao chamado constante. É muito simples para aceitar. É muito vivo, mas parece pouco frente à ganância. Como atribuir o valor de “tesouro” a algo cujo brilho cega nossos olhos por ser o reflexo fiel da verdade e que o peso não pode ser medido pelas balanças terrestres por possuir toneladas de significação? Estamos imunes a verdade sem saber que estamos.
Mas não há surdez que enfrente a voz da consciência, não há escuridão que ofusque a luz da razão e não há armadura que nos impeça de sentir a dor da verdade que fingimos não perceber mesmo quando somos golpeados por nossa maior rival: a razão. Não será ela nossa maior aliada também? Estamos correndo em círculos, perdidos no tempo, passando pelas gerações uma sensação de angústia disfarçada em lindas vestes de uma “alteza real” que governa o reino das perdições.
Não existem palavras para traduzir a felicidade. Não existe um dicionário que possa nos traduzir com fidelidade esse vocábulo. Não há quem a explique, no entanto, não existe ninguém que não a entenda. Mas a condição humana fantasia a felicidade e a veste de ouro e esplendor. Cheia de jóias, de sedas e em traje de baile, a felicidade brilha aos olhos do cego e entoa uma canção aos ouvidos que não sabem ouvir. Ao tentar traduzir essa palavra, o homem conta uma lenda em que a felicidade enche os salões de pessoas solitárias, que continuam solitárias ao som de uma canção de despedida. Como convidados e anfitriões dessa festa, tentamos inutilmente acreditar que nosso vazio será preenchido no balanço da próxima dança. Estamos todos sem um par e queremos dançar a melodia da alegria…
Mas o tempo apaga o brilho das jóias, as traças comem o tecido das sedas, o dia finda com o baile quando a luz se faz. A felicidade encontra-se consigo mesma ao final de tudo, se despe vagarosamente analisando quem realmente é. Sem o peso dos trajes sociais consegue ser ela própria, consegue andar com leveza e percebemos que o dicionário de sinônimos da humanidade é assinado por um péssimo autor. O Próprio Homem.
Deixar a Divindade invadir nossas vidas e ser realmente autora de nossas trajetórias é algo sem explicação. Permita que Deus seja sempre nosso guia fiel. Permita-se ser feliz, aceita na simplicidade da vida a plenitude do viver. Abandona aos poucos tudo que pesa e retarda o progresso. Usa da máxima de Antoine de Saint-Exupéry: “o essencial é invisível aos olhos, sendo perceptível apenas ao coração”.








September 19, 2009 at 2:46 am
A vida é permeada por securas, tempo de aridez, falta de gosto, solidão, desânimo. Nestes períodos, somos privados das consolações sensíveis e espirituais. Isso, mesmo que a gente não entenda, favorece nosso crescimento na vida de oração e na prática das virtudes.
Apesar de muitos esforços de disciplina na vida espiritual a pessoa não sente gosto na oração; ao contrário, experimenta-se nela o cansaço, o desânimo, a ausência da presença de Deus. Poderíamos dizer que a fé e a esperança estão adormecidas. A alma parece envolta numa espécie de torpor. É um tempo penoso, não se experimenta a alegria.
Mas, também neste tempo Deus trabalha em nós. Jesus mesmo disse que o seu Pai continua trabalhando. Ajuda-nos a viver o abandono em Deus e a nEle nos perder. Elizabete da Trindade, grande mística carmelita, dizia: É preciso deixar tudo para abraçar aquele que é Tudo.
Um dos grandes segredos para um coração curado é aprender a enxergar a vida pelo ângulo correto. Ainda que os acontecimentos sejam difíceis, a chave para nossa felicidade está no modo como reagimos.
Do mesmo jeito que a poeira atrapalha nossa visão, e de vez em quando é preciso pingar algumas gotas de colírio para limpar os olhos e tirar o ardume, os olhos do nosso coração precisam receber muitas gotas do colírio de vida.
O desânimo que nos abate é muito mais fruto do modo como olhamos para os problemas do que dos problemas em si. Temos aqui grandes segredos: enxergar com os olhos do coração, mirar no alvo seguro e a aproximação das pessoas.
Jesus não tinha medo de se aproximar de ninguém. Permitia que elas O tocassem. Sentava-se com elas. Freqüentava a casa até de pessoas de má fama. Ele se misturava com os pecadores e marginalizados. Sua opção pelos excluídos é um ensino espetacular de cura interior. Jesus enxergava a alma da pessoa. Por isso, acreditava na capacidade de mudança. Só quem vê o que está escondido é capaz de projetar algo novo. Quem não vê além do óbvio, não sonha!
“Já é tempo de ver o sol
De esquecer a noite escura
De voltar ao primeiro amor
Deixar-se envolver
Pelo abraço de Deus, ouvir sua voz, ele lhe chama
E lhe diz que é tempo de voltar
Se você tentou, mas não conseguiu achar
Se perdeu, ficou sozinho no caminho
Erga o seu olhar, vale a pena acreditar
Deus está eternamente a lhe esperar”
(trecho da música Tempo de Voltar, de Fábio de Melo)
Roberto, Márcia, Isabela & Beatriz.
Sorocaba / SP
September 19, 2009 at 4:43 am
Excelente texto Julinho , a biblia para quem acredita é claro , diz claramente o que esta acontecendo nos tempos atuais, o homem seria mais amante de prazeres do que de Deus, seria egoísta, o mundo esta completamente dominado pela ganancia dos homens, esta dominado pelo comércio.
Fico a pensar , como pode estas grandes empresas comprando , fazendo fusão e crescendo cada vez mais , mas eu não entendo para chegar aonde, a banalização que vemos da violencia , a tv que deveria ser de entretenimento virou uma tremenda porta de entrada em nossas casa do que não presta, veja as novelas que não passa nada de útil, só ensina as coisas de forma totalmente errada deturpam as coisas mesmo , puro consumismo ditando modas , cada moda que da medo, sim estou falando da Tv aberta principalmente, o mundo caminha para seu derradeiro final o fim do sistema esta próximo , e para quem não acredita é só esperar para ver.
Deus nos esta observando o que estamos fazendo e muito em breve o homem vai prestar contas a Ele, pelo estrago que estão fazendo na terra, vão pagar por toda maldade que vem comentendo.
Muitos acham que tendo muito dinheiro é sinonimo de segurança e até de alegria, é um tremendo engano, sendo ele um mero mortal, o sr. Obama ganhou as eleições no EUA, pensei que ele tivesse tornado o salvador da pátria do mundo , o tanto que as pessoas falaram que ele iria resolver um monte de coisas, como as pessoas se deixam se levar por uma pessoal que é um simples homem mortal , ao invés de depositar as esperanças em Deus colocam suas esperanças no mortal como todos nós , o homem jamais por mais que queira nunca vai resolver os problemas do mundo , somente Deus pode .
O vazio que sentimos dentro de nós ao meu ver é a falta de Deus dentro de nós , por isso devemos busca-lo todos os Dias, faça o bem ao seu próximo , temos que amar até o nosso inimigo como disse Jesus, o mundo da forma que esta hoje deixou as pessoas frias, distantes, acho engraçado que quando acontece uma trajédia ai lembram-se de Deus, acho engraçado também muitas , mas muitas mesmo pessoas , se reunirem para assistir a jogos de futebol, vão se reunir para adorar a Deus , pessoas se reunem no natal , ano novo para trocar aquelas mesmas ladainhas de sempre, feliz isso , feliz aquilo , desejo tais coisas , etc …. e nos resto do ano mal se conversam , acho engraçado que quando acontece um assassinato de uma pessoal influente, artista, politico ou sei lá o que, fazem campanhas nas ruas contra a violencia, pedem a paz, mas no dia a dia, vemos as pessoas no transito se digladiando , pessoas sem paciencia nenhuma umas com as outras, qualquer coisa ja puxam o revolver e se mantam umas as outras, e depois vem pedir paz, vão procurar a Deus a Jesus , ai sim encontraremos a verdadeira paz mesmo já agora nesse mundo conturbado em que vivemos .
Desculpe se fuji ou mudei de assunto , mas quando começo a escrever , vou escrevendo o que vai vindo na cabeça .
Abraços ,
Valeu Julinho .
September 19, 2009 at 8:44 am
De trê anos para cá acho que pela força do destino aprendi um pouco mais em relação a ter aquilo que deseja, ou aquilo que te dê mais poder ou status, destaque etc…Nunca gostei muito de me sentir melhor, mais poderoso ou pensar que sou melhor que os outros.
Hoje eu vejo que sou mais seletivo e que busco mais que as outras pessoas ter aquilo que possa te dar prazer por um tempo maior sem ter que estar sempre pensando em trocar. Eu gosto muito de tecnologia, acho que ela veio para nos mostrar que podemos ter coisas úteis e duráveis sem ter que estar sempre consumindo sempre mais, um desses exemplos é o tal do aparelhinho que usamos para falar, hoje são milhões de opções e as pessoas ficam sem saber qual comprar, qual será que é o melhor ou qual que combina com os meus óculos. Tem gente que troca de aparelho de seis em seis mêses, virou rotina isso na vida dessas pessoas.
Eu posso provar que andei com um aparelho desses por longos três anos, eu ainda tenhho ele guardado para um dia se for preciso mostrar e contar porque demorei tanto assim para trocar por um outro que talvez eu nem saiba prever quando vou ter que trocar, talvez só se ele quebrar pois se comparado com o antigo hoje eu tenho um que vai me dar uma autonomia de pelo menos cinco anos se eu quiser, pois é possível que dure muito mais.
Então diante desse exemplo é possível demonstrar que estamos satisfeito e realizado, acho que boas coisas e bem pensadas são os elementos que nos deixa “feliz”, talvez quem me conheça lendo isso não vai entender, pois é, eu diria que é complicado explicar isso. Talvez o cara que tem uma Ferrari não seja mais feliz que eu, geralmente quem tem muito, muitos castelos não tem conhecimento do que é ser Feliz. Poxa então quer dizer que você se contenta com pouco? essa é outra questão difícil e que não é respeitada pelas outras pessoas, sempre fui muito criticado nesse sentido, não gosto de usar máscaras ou como se diz “manter fachada”, mas o complicado é provar ou saber mostrar que você não está preocupado com isso.
Um outro exemplo que me chocou outro dia, pois é nessa hora que temos que refletir.
Eu estava em uma fila em um restaurante onde você mesmo se serve, “Self-service”, a pessoa que estava a minha frente estava em dúvida no que ela iria escolher, era uma bancada farta de comida e aí reparei que ela estava demorando demais, eu já tinha idéia doque eu queria, pois enquanto estou na fila já aproveito para refletir se eu estivece em casa se eu teria toda aquela fartura e principalmente um detalhe importante “quantos que estam na rua sem o que comer, basta um prato de arros e feijão para matar a fome”.
Então é assim que vivemos hoje, nunca estamos satisfeitos, temos que trocar de carro todo ano, temos que ter um armário lotado de sapatos e bolsas, e no dia seguinte você descobre que sua amiga(o) comprou algo diferente e aí você volta a ser infeliz. É assim que eu vejo o dia-dia, não quero dizer que estou conformado ou que estou no fim da vida, não!!!! estou aprendendo a conhecer alguns limites, se dessa forma estou bem, ninguém tem o direito de dizer que poderia ser melhor, eu que tenho que administrar e no devido momento vou rever se é possível algo melhor e se é necessário.
Julinho, as duas últimas linhas do texto diz tudo, realmente é a pura verdade, pois ninguém sabe o que é o essencial. Se você resolver virar um cara vegetariano ou um cara que deseja viver somente da energia do vento, você é criticado, se você consegue ser mais seletivo essencial ainda sim é criticado e se você prova que pode viver com o essencial, ninguém no dia seguinte vai seguir o seu exemplo, vão te chamar de louco ou de perdedor.
Eu prefico que o tempo nos dia isso, que nos mostre as resposta, onde acertamos e onde erramos. O tempo passa e temos que saber aproveitar até os últimos minutos sem se arrepender e claro, sem fazer o mal para as pessoas e para o meio ambiente.
Obrigado,
Ismar
September 21, 2009 at 7:30 pm
Saudações intergaláctico Comandante!
É uma pena que nem todos tenham acesso á internet, e quem tem e não te conheça não possa acessar o blog para ler textos belíssimos como estes.
Se pegarmos os comentários de todos, do Roberto, do Reinaldo e do Ismar, somados ao post, isto é um manual de ocmo viver bem a vida.
As vezes na correria do cotidiano, não damos valores a pequenas coisas, não paramos para observar a beleza das coisas mais simples, enfim, “jogamos o nosso tempo fora”.
Muitas vezes só nos deparamos com tudo o que foi falado por todos, quando estamos em uma cama de hospital, ou após alguma acidente quando fica alguma sequela, e aí nos perguntamos: porque não aproveitei, não valorizei, não curti isto antes?
Que bom que as vezes com posts com esta profundidade, levamos um “puxão” de orelhas, e com isto, tiramos a venda imaginária que nos cega, e impede de ver e sentir o óbvio.
Bom, pra terminar, obrigado á todos pelos belíssimos comentários também.
Grande abraço e boa semana.
Mauricio Silveira (DJ Mau)
September 21, 2009 at 11:09 pm
Sempre faz muito bem passar por aqui….
ler, refletir e se propor a amar mais se doar mais
e reclamar menos
um grande beijo em seu coração
September 22, 2009 at 8:49 pm
Olá Mestre e todos do “Furréca”> Estive ausente por algumas semanas…meses acho que naum, mas quase fui ter com o criador….Não me lembro muito bem o que aconteceu, estão me colocando ao par aos poucos, mas uma das coisas que minha mulher me disse é que eu tinha o hábito de pelo menos uma vez por mês entrar no seu blog. No acidente perdi alguns equipamentos, carro, CDJ, meu fone de ouvido Sony MDR 700 que eu tratava como se fosse uma princesa..rsrsrsrs, mas Graças a Deus o principal ficou inteiro… EU. Acho que a vida que Deus me concede supera todo e qualquer valor. Nunca fui muito ligado em coisas materiais. Minha vida sempre foi assim, desde quando comecei a falar em público pela primeira vez, aos 8 anos de idade no bairro da Pompéia, em Sampa. Na frente da minha casa tinha uma feira e logo que mudei de Franco da Rocha pra São Paulo já tratei de me virar.,…E saia vendendo limão na feira. Depois fui pra banca de frutas e a de doces também, de um japonês. Sempre quis ter meu sustento, nunca quis depender do meu pai, tipo ganhar mesada. Sei lá. Agora mais inteiro do que nunca estamos de volta e logo mandando bala na rádio blog, meu brother. Fique com Deus. Acho importante passar por aqui de vez em quando e ainda que muito de vez em quando ter noticias das pessoas que conheci aqui…agente nunca sabe do amanhã, por isso estar aqui é sorrir…é estar de bem com a vida…é estar em Paz comigo mesmo e saber que Deus…somente ele, permite que sejamos um milagre em nossas vidas e na vida daqueles que nem mesmo tem um espaço pra compartilhar seus sentimentos, verdades, decepções, amarguras. Vi muita gente gemendo ao meu lado…ouvia apenas….depois o silencio tomava conta do lugar…depois ouvia alguém chorando e logo alguém dizendo…a vida é assim…nascemos e morremos. Sentia uma mão sobre minha mão 24 horas do dia…uma mão calorosa. Ué, não pode ser minha esposa…ela não poderia ficar aqui tanto tempo e depois nem a deixariam aqui. O máximo permitido era, sei lá, 15 minutos….duas pessoas no máximo por dia. Mas aquela mão esteve junto a mim. Não era o médico, nem enfermeira…Hoje o médico me disse, sua fé lhe salvou. Lendo com alguma dificuldade sua mensagem percebi que minha alma despertou, antes mesmo de adormecer, porque alguém lá em cima olhou para o meu bilhete e disse – Ainda não é sua vez. Um beijo no coração de todos. Fique com Deus sempre e breve te enviarei as VHTS pra rádio blog.
September 23, 2009 at 2:41 am
Meu caro mestre Julinho, o bom-pastor do FM!
Há tempos não lia um texto tão apropriado para o momento que vivo.
O que significa “felicidade”? Não há quem a explique, no entanto, não existe ninguém que não a entenda… basta ouvir o coração. Simples! Porém, nós temos uma habilidade para complicar…
Obrigado pelo texto e energia positiva que nos passa.
Abraços do discípulo,
Paulinho Patto
September 25, 2009 at 3:34 pm
Olá meu caro MESTRE e bom pastor do rádio,
Fico feliz por ter gostado do seu novo título: “o bom pastor do rádio”. Ele faz jus a sua história no rádio, sua postura, caráter, profissionalismo, competência e principalmente; o tratamento cordial e respeitoso que sempre teve com todos, sem excessão.
Tive o prazer de conhecê-lo pessoalmente em 1984. Na época, eu tinha 15 anos e era office-boy do pai do Banana, o sr. Theodoro do Maksoud Plaza e Hidroservice… lembra? Ele me deu um pacote com agendas e pediu que eu levasse na Pça Oswaldo Cruz, na Pool FM e entregasse em mãos ao Julinho Mazzei… quase desmaiei! Iria conhecer a rádio que ouvia o dia inteiro e o locutor que acompanhava há tempos e mais gostava na Pool.
Você me recebeu com muita atenção e simpatia. Mostrou a rádio inteira (o Pablo Pablo estava no ar) e ainda me convidou para ir visitá-lo no final da tarde de domingo, quando você estaria no ar. Claro que fui… e fiquei até o final do seu horário pentelhando.
Essa aventura mudou minha resposta para a clássica pergunta: “O que você quer ser quando crescer?”. Estava decidido: é isso que quero fazer! É Rádio! É FM… e Julinho Mazzei é a referência!
Depois disso, fui em várias festas e bailes que você fazia: Emerald Hill, Sunshine, domingueiras da Tífon em Moema…
Alguns anos depois, fiz o curso de locução no Senac com o Cesar Rosa e logo em seguida, na Fieldzz tendo você de professor, o Dinda de produtor e o Emerson Botton de operador.
Trabalhei 3 anos na Clube FM de Ribeirão com o Pizani, onde conheci o Ruy Balla. Depois mais 3 anos na Jovem Pan 2 em SP, 9 anos na Band FM e hoje (virei um locutor “aposentado”) estou gerenciando a expansão de rede da Metropolitana FM.
Já faz 20 anos que comecei no rádio… e nesses 20 anos, não conheci uma única pessoa que tenha falado mal de você ou tenha feito um comentário negativo a seu respeito. Todos que conheci e tiveram o prazer de trabalhar e conviver contigo, o adoram e idolatram! Desde locutores, operadores, copeira (a Dona Inês da PAN) secretária (a Cleide da Bandeirantes FM). Isso não é tarefa fácil nesse meio…
Para mim, se existisse um museu da voz, ele teria vários potes de vidro (tipo pote de bala) onde o visitante poderia abrí-lo e ouvir a locução e o trabalho de profissionais que fizeram a história do FM. Os potes, teriam etiqueta identificando as vozes: César Rosa, Tavinho Ceschi, Marcelo Zamarian, Joca, Ferreira Martins, César Filho, Pablo Pablo… e no centro do museu, com iluminação diferenciada, um pote com a etiqueta: “JULINHO MAZZEI, o bom pastor do rádio”.
Por tudo isso, obrigado!!!
Grande abraço e um ótimo fim de semana.
September 25, 2009 at 4:50 pm
Olá Paulinho,
Muito bacana, aliais, muito legal, desculpa acho que melhor que tudo isso, “maravilhoso o seu comentário”. Realmente o Julinho surpreende sim, e nesse lance de não ouvir falar ao contrário disso tudo é difícil em todos os sentidos e em todas as áreas, não é fácil agradar todo mundo nesse mundo que vivemos.
Eu até hoje só tive uma oportunidade de conhecer o Julinho pessoalmente, foi lá na Pan, fui levar uma cartinha para tentar ganhar um CD player e nessa hora eu pude conhecer ele e fiquei alguns minutos dentro de uma sala vendo ele separando as músicas para o programa do mesmo dia, foi muito bacana mas foi só isso.
Hoje graças à internet e por causa de muuitos textos e emails trocados a amizade foi sendo concretizada desde 2006, realmente a gente consegue sentir até a longa distância uma energia muito boa vinda de suas palavras, seus textos suas locuções.
Quem sabe, acho que você me deu uma boa idéia sobre os vidros com vozes, vamos ver o que dá para fazer…rs
Grande abraço e parabéns
Ismar
October 21, 2009 at 10:33 pm
Ola, julinho mazzei.
Eu aproveito este momento para deixar aqui
os meus mais sinceros parabéns e respeito pelo profissional que vc e.
Sou de brasilia df capital federal e estou neste momento morando em belo horizonte, e venho acompanhando o seu trabalho desde do lm music.
sou radialista a 25 anos, e hoje sou saudosista
em relação aos programas jovens da decada de 70,
como o dancing night, ritimos de boate via 93
com o Alexandre medeiros pela atlântida fm rbs,
mas meu caro, julinho mazzei gostaria mais uma vez deixar registrado os meus votos de sucesso, saúde , paz e muito amor na rought 66 sobe o comando do motorista Julinho Mazzei.
GOSTARIA TAMBÉM SE POSSIVÉL LHE ENVIAR UMA MONTAGEM EXCLUSIVA MINHA DO GRUPO THE HUMAN LEAGUE
COM O CLASSICO THE HUMAN LEAGUE – DON`T YOU WANT ME ( HUMAN DISCO NIGHT ROUGHT 66 BY MARINHO BASTOS ) EM HOMENAGEM AO LM MUSIC, MAS PARA ISSO PRECISO DO SEU EMAIL.
O MEU E – marinhobastosmgm@hotmail.com
ESTE E O LINK DO MEU BLOG
http://jbmmusic.wordpress.com/
DEIXAREI POSTADO LA A VERSÃO
THE HUMAN LEAGUE – DON`T YOU WANT ME ( HUMAN DISCO NIGHT ROUGHT 66 BY MARINHO BASTOS ).
VALEU JULINHO THANKS ME DESPEÇO COM UMA FRASE ANTOLOGICA ( HELLO CRAZY PEOPLE ) DO SAUDOSO BIG BOY.